ver o corpo do meu pai morrer diante dos meus olhos, me fez sentir de verdade.
talvez nunca tenha me identificado tanto com algo.
o apego que percebo ter é o que mais me faz sentir...
sinto saudade de mim mesma.
a morte surpreendente de alguém tão amado e próximo sacudiu todo o meu ser.
só agora consigo dar nomes a estes sentidos. e nem sei se estou sendo clara e justa.
a impotência me lembrou de gurdjieff ao ver o definhar da sua esposa.
meu pai sou eu mesma, numa diferente escala de tempo.
agora é a minha vez. a batata quente está na minha mão.
farei como ele: darei saltos.
só quiz dizer.
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