14 de junho de 2009

o sentir

o sentir é um marca-tempo, um compasso.

ver o corpo do meu pai morrer diante dos meus olhos, me fez sentir de verdade.

talvez nunca tenha me identificado tanto com algo.

o apego que percebo ter é o que mais me faz sentir...

sinto saudade de mim mesma.

a morte surpreendente de alguém tão amado e próximo sacudiu todo o meu ser.

só agora consigo dar nomes a estes sentidos. e nem sei se estou sendo clara e justa.

a impotência me lembrou de gurdjieff ao ver o definhar da sua esposa.

meu pai sou eu mesma, numa diferente escala de tempo. 

agora é a minha vez. a batata quente está na minha mão.

farei como ele: darei saltos.

só quiz dizer.

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